VIRANDO A PÁGINA


É certo que o Governo Bolsonaro inicia uma Revolução. Sim, uma Revolução, mesmo que afastada anos-luz das principais características encontradas em governos ditatoriais revolucionários, como exemplo, os da URSS, Cuba, Venezuela e Nicarágua. Na nossa brasileiríssima Revolução da Nova Aliança (Família, Deus e Forças Armadas), não se compactuará com o legado epidêmico da fome, assassinatos em massa, corrupção septicêmica, destruição da família, desrespeito à vida e o aniquilamento dos nossos milenares direitos humanos.

Daniel Rops, em sua brilhante coleção História da Igreja (Editora Quadrante), esclarece que as três características que definem uma revolução são: (1) mudança dos alicerces da ordem; (2) a substituição de alguns dirigentes por outros e (3) a renovação da visão do mundo. Bolsonaro, sua equipe de transição, e os demais apoiadores que orbitam em torno do novo Governo são praticamente todos nomes técnicos, muitos deles desconhecidos do público em geral (substituição de alguns dirigentes por outros – ponto 2), a renovar os quadros governamentais e fugir do apadrinhamento político.

Da mesma forma, a visão de mundo ideal do Governo Bolsonaro (ponto 3) é diametricamente oposta aos, pelo menos, 20 anos dos últimos governos de esquerda que presidiram o Brasil, sob um presidencialismo de coalização. Diferentemente das ideias regressistas da Esquerda, o Governo Bolsonaro se fundamenta na defesa de um Brasil soberano, do verdadeiro respeito aos direitos constitucionais (vida, legítima defesa, liberdade de expressão, propriedade privada), tudo isso em torno de uma espiritualidade que reflete o desejo do povo brasileiro.

Governar é administrar para todos, e é nessa mudança da ordem nacional (ponto 1), emblema maior de nossa bandeira, que o Governo Bolsonaro se coloca como linha de corte em face dos governos que lhe antecederam e que causaram as desordens moral, econômica, social e humana, atrasando em décadas o desenvolvimento democrático de nossa nação.

Talvez nos faltem alguns pressupostos para se traduzir em fatos essa expectativa revolucionária. Como nos define Daniel Rops, em obra já citada, uma Revolução tem necessidade simultânea de três elementos fundamentais: uma situação revolucionária, uma doutrina revolucionária e um corpo de revolucionários. A situação revolucionária é a mais clara. Resta-nos saber se temos uma doutrina revolucionária e um efetivo corpo de revolucionários dispostos a dedicar parte de seu patrimônio, tempo e saúde, em torno de uma causa.

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