Senators opposing Brazilian President Michel Temer attend a plenary session at the Senate in Brasilia on May 18, 2017 a day after it was reported by a local newspaper that Temer had been secretly recorded agreeing to payments of hush money to a jailed politician. Temer reeled Thursday from a report that he authorized payment of hush money to Eduardo Cunha, the disgraced former speaker of the lower house of Congress, in a scandal threatening to plunge Latin America's biggest country into political meltdown. / AFP PHOTO / Andressa Anholete

Estamos próximos do momento histórico que pode iniciar a verdadeira mudança em nosso país: as Eleições 2018. Embora seja natural que em todo processo eleitoral ocorra uma renovação mínima dos quadros políticos, a renovação que se espera para outubro próximo precisa ser diferente. Não bastará apenas a substituição dos políticos inábeis ou incompetentes, mas principalmente dos grandes “coronéis eleitorais” suspeitos de corrupção e que estejam sendo investigados pela Operação Lava Jato.

A Operação Lava Jato é, na atualidade, um dos maiores patrimônios do povo brasileiro. Foi o filtro dado à sociedade brasileira para facilitar a separação das impurezas do nosso cenário político. A impureza precisa ficar dentro do filtro, saindo pela torneira somente o mais puro produto da nova política, que será consumido por cada cidadão nos próximos 4 anos. O voto é o instrumento a ser utilizado pelo eleitor para abrir a torneira e despejar em seu copo a “água” livre de impurezas. Ou votamos com consciência, ou vamos beber água (política) suja por vários anos.

Nesta perspectiva de uma urgente purificação política, muitos parlamentares figurões já estão enfrentando as dificuldades cotidianas para tentar se reeleger. Os elevados índices de rejeição desses caciques políticos comprova o que aqui se afirma: grande parte da população brasileira percebeu a sujeira no copo e não quer continuar a beber água imunda.

Como exemplo, Senadores da República estão migrando de uma difícil reeleição para o Senado e passando a trabalhar para disputar vagas de Deputado Federal. Da mesma forma, vários Deputados Federais estão desistindo da disputa por uma cadeira na Câmara dos Deputados e buscando uma vaga nas Assembleias Legislativas. Esse processo migratório tem como finalidade a manutenção do foro privilegiado, evitando a punição nas ações da Operação Lava Jato.

Precisamos colocar nosso filtro político para funcionar. É nosso dever contribuir politicamente com a Lava Jato, para que esses políticos sejam devidamente investigados e punidos. O voto consciente (e não o voto nulo ou branco!) é a mais poderosa chance que temos para mantermos a Lava Jato em plena operação e darmos mais um passo na limpeza política em nosso país. Sequer podemos cogitar reeleger políticos suspeitos de corrupção! Se há suspeita de corrupção, essas pessoas precisam ser afastadas do cenário político.

A limpeza política que se aproxima nas Eleições 2018 é uma das poucas formas de não sermos cúmplices da corrupção que assola nosso país.

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